sábado, 25 de junho de 2011

Paulo Coelho


"Quantas coisas perdemos por medo de perder..."

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Silêncio

            Há um sentimento, um desejo, um motivo, um momento.
            Mas um silêncio se faz necessário...
            Qualquer palavra a ser dita pode quebrar este instante, onde somente o silêncio é bem vindo.
            Palavras são símbolos usados para dar significados a ações que queremos expressar, mas existem momentos únicos e raros onde palavras perdem a representatividade e se tornam desnecessárias.
            A respiração ganha sons expressivos de sentimentos que palavra alguma traduziria.
            Um olhar se torna tão envolvente quanto qualquer abraço ou gesto.
            E uma lágrima carrega consigo tantos sentimentos que qualquer explicação diminuiria o seu valor.
            Silêncio... é tudo o que precisamos ouvir quando nada precisa ser dito.

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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Série CSI (Crime Scene Investigation)


"O que nós somos nunca muda, mas quem somos nunca para de mudar"

                                                                                                                     Crisom

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Exibicionismo?

            Qual o maior mal de falar de sí mesmo?
            Primeiro é que geralmente não falamos mal de nós mesmos, nossos defeitos (quando falamos deles), quase sempre é preguiça ou dizemos que nosso defeito é gostar de perfeição, tudo certinho (balela). O segundo é que quando falamos de nós mesmo, temos a tendência em aumentar nossas qualidades.
            O meu problema em falar de mim está na exposição. Sou uma pessoa discreta, reservada, e que não gosta de muitas perguntas. Não tenho nada a esconder, nada mesmo. Verdades ou mentiras que venham a saber sobre mim eu respondo, confirmo, ou o que a ocasião exigir.
            O meu problema é explicar. Pra mim isto é complicado porque, mesmo tendo uma opinião formada para quase tudo, sou uma pessoa que ainda está em construção. Não há uma planta definitiva a qual esteja seguindo. E isto pode me tornar uma pessoa incoerente ou contraditória para quem ouve. Então, para não errar nas atitudes vigio as minhas palavras.
            Quando fui fazer este blog pensei muito, muito, mas muito mesmo! Dizer aqui o que penso, acredito, ou o que gosto é para mim um mal necessário. Porque acredito que o que muitas vezes tenho a dizer possa servir de reflexão para alguém (não este post, claro), mas ainda sinto uma sensação discreta de invasão, como se alguém estivesse lendo meus pensamentos (o que de alguma forma é), e um dia virá me questionar, e talvez não saberei responder...
            O que nós somos não cabe a nós dizer. Todos já têm uma opinião formada sobre o outro. Não são as palavras que irão mudar estes pensamentos, mas as atitudes. Aprendi a muito tempo que se você vê uma pessoa mais que uma vez, a primeira impressão não é a que fica.

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terça-feira, 21 de junho de 2011

Tentando se livrar...

            Sabe quando uma música fica na cabeça se repetindo, e repetindo? Pois bem, esta tem rodeado a minha por estes dias. A parte não tão desagradável é que a música é boa (pro meu gosto, claro), tanto que resolví compartilhar. Espero que gostem!






Música: Brighter Discontent
Intérprete: The Submarines

Letra e Tradução  AQUI

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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Um dia agente aprende que...

Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.

E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes, não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. 

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.

Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa aonde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.

Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.

Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.

Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto...

Plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!”


                                                                                                                          Willian Shakespeare

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Novela Vale Tudo


" O mundo e as pessoas são como são, e não como gostaríamos que fossem."

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Neutro

          Eu sou uma pessoa de opiniões fortes, tenho um senso crítico irritante, acho pessoas chatas, burras e até mesmo entediantes, poucas me são realmente interessantes. Das que acho interessantes procuro manter proximidade e aprendo tudo o que puder, para que eu possa ser tão interessante quanto; das demais eu me faço presente circulando como numa festa, fazendo questão de ser gentil com todos como um bom anfitrião faria.
          Que pessoa grosseira e fria, dirá quem ler isto acreditando que me conhecia. Mas acreditem, sou a pessoa mais sincera que você encontrará pela frente, porque até mesmo quando estou sendo somente educado, faço com toda sinceridade que existe em mim. Quando elogio, é porque sei reconhecer algo bom. Posso nem sempre gostar do conjunto da obra, mas sempre conseguirei encontrar algo que realmente me cause admiração.
          Não gosto de mentiras e nem falsidades (e não sou nem um nem outro), mas adoto algo que eu chamo de neutralidade. Afinal se não me envolvo demais não tenho porque  ser responsável por nada. Porém, e tudo na vida tem um, eu estou mudando. Primeiro porque quero mudar, quero me permitir sentir mais (nem que o sentimento seja raiva), quero provar novamente o sabor da vida (coisa que não fazia a muito tempo), quero sair de uma teoria aprendida (relativização), e encarar a prática. E segundo porque a vida colocou tantas opções à minha frente (e por opções entenda pessoas), que está difícil de recusar algumas...

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sábado, 18 de junho de 2011

Pear Buck


"Não pode obrigar-se a sentir algo que não sente,
mas pode fazer a coisa certa apesar do seu sentimento."

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Ao mestre com carinho...

          Boa parte da minha vida escolar (me refiro ao ensino fundamental e médio), nunca tive grandes mestres que tenham se tornados inesquecíveis. Não sei se por falta de empenho da minha parte ou se falta de empenho da parte deles, mas isto é um fato.
          Com um primeiro semestre da faculdade quase se encerrando venho aqui fazer um comentário de alguém que me faltam palavras para descrevê-la. Como dizer... já sei, pensa numa maçã... não, este exemplo não vai dar muito certo. Melhor... pensa num cavalo...
          Se você não entendeu muito bem os exemplos citados acima, é porque não conhece a pessoa de quem estou falando. Sabe aquelas professoras bonitas, simpáticas, e além de tudo inteligentes? Não.. não estou falando de nenhuma professora da Malhação, ela até poderia ser, pois preenche bem todos estes requisitos, mas ela é muito mais. E isso num é fantástico?
          Antropologia, Sociologia, e Filosofia foram as matérias que mais proporcionaram uma abertura de pensamento deste curso que tem como intenção uma desconstrução de valores e pensamentos construídos. Depois de aprender que nada vem do nada, que devemos muitas vezes duvidar e não somente aceitar, que o outro não é estranho, mas diferente de você, e que não existe uma verdade absoluta; eu arriscaria dizer uma verdade absoluta a qual poucos (ou ninguém) contestariam: Patrícia Begnami é uma excelente professora.
          Ela decorou o nome de uma sala inteira (com quase ou mais de 80 alunos), se preocupava não somente se havíamos aprendido, mas qual era o nosso posicionamento a respeito do que fora ensinado, se concordávamos ou não, se achávamos certo ou não os pensamentos passados. Isso tudo não é maravilhoso?
          Muito mais do que professora, a pessoa Patrícia se tornou alguém a quem admiro, respeito, e que já garantiu um lugar cativo em minha memória, afinal tão cedo não te esquecerei.

Que venha o próximo semestre... \o/

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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Grey's Anatomy

"O futuro é o lar dos nossos medos mais profundos
e das nossas maiores esperanças."

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terça-feira, 14 de junho de 2011

Sanidade

        O que mantém a minha sanidade? O que faz com que o desespero não se torne loucura? O que faz com que a tristeza não se torne depressão? O que mantém a sobriedade diante de situações que fogem do controle? Eu não sei...
          O que sei é que apesar da vontade de desistir, há uma vontade maior de ultrapassar, ir além. Há um desejo de fazer todo o passado ter sentido, fazer com que não tenha sido em vão. Embora haja toda tristeza, desespero, angústia, medo, e incertezas; deposito nestas incertezas todas as minhas esperanças. Existe um "e se.."
          E se eu tentar? E se eu não desistir? E se mudar? E se der certo? São estas incertezas que me permitem continuar, mas não sei se respondem a minha pergunta...
          O que mantém minha sanidade?

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domingo, 12 de junho de 2011

Tudo o que é sólido pode derreter


"O mundo é dividido entre pessoas boas e pessoas más.
As boas com certeza dormem melhor à noite, em compensação as más
 se divertem muito mais nas horas que estão acordadas."
                      
                                                                                             Série da tv Cultura

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O Labirinto do Fauno



          Um filme que do início ao fim apela para a fé do espectador. Acreditar ou não na história que é contada, pode determinar se você gostará ou não do filme, será apenas uma questão de fé.

Sinopse AQUI

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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Série House


"Quando se esgotam as perguntas, não ficamos apenas sem respostas;
ficamos também sem esperanças."

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Cético


          Entre um post e outro disse não acreditar em uma coisa ou outra, o que foi suficiente para ser chamado de cético. Não estou aqui para escrever uma defesa, pois sei em que não acredito e porque não acredito em determinadas coisas. Mas a grande verdade é que até mesmo um cético possui uma certeza, a de que não se pode sair acreditando em tudo.
          Eu apesar de não acreditar em tudo (quase um Descartes*), preciso confessar duas coisas em que acredito e não duvido. Acredito em mim, embora isto possa parecer um tanto de soberba, mas se sei até quando estou mentindo, isto faz de mim uma pessoa em quem possa confiar.
          E em segundo, acredito na vontade que há dentro de cada ser humano em mudar. Ora... sou estudante de psicologia, tenho uma obrigação de acreditar nas pessoas. Sei que as pessoas mentem, matam, roubam, dissimulam, enganam, e são muitas vezes egoístas. Mas também tenho uma certeza inabalável de que todas buscam a seu modo a felicidade, e que se pudessem, corrigiriam erros do passado, teriam uma nova vida se houvesse esta possibilidade, viveria diferente se tivesse tido as oportunidades certas ou feito escolhas melhores.
          As religiões aos montes são uma prova de que o que digo é verdade. As pessoas procuram se redimir, umas acreditam que terão uma nova chance, tantas outras crêem que há uma vida além desta, e para aqueles que se lembraram dos ateus, estes acreditam que não precisam de Deus para serem bons. Tenho razões para acreditar na humanidade, mas isto não faz de mim um tolo que acredita em qualquer mentira que me contam ou que confie em qualquer um.
          Acredito na intenção que há dentro de todos, mas o que julgo são os atos que vejo.



*René Descartes foi um filósofo francês que acreditava que os sentidos nos enganavam, e que a dúvida era o primeiro passo para se chegar ao conhecimento.


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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Woodrow Wilson


" Eu não uso apenas o meu cérebro
mas todos os outros que consigo pegar emprestado."


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Para RElembrar


Ou isto ou aquilo



Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . .
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.

Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.



                                                                                 Cecília Meireles

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Escolhas


          Ser ou não ser, certo e errado, bem e mal, verdade e mentira...o querer é o que vai determinar a  resposta a todas as escolhas que fazemos. E sim, sempre há uma opção.
          Há alguns que resignam-se a acreditar em destino, ou até mesmo culpá-lo por muitas coisas, outros acreditam em acasos, e tantos outros em sorte. Mas nada acontece a quem está parado, estático, acomodado.
          O que eu acho fascinante da vida adulta é isto; este poder de escolha de fazer o que quiser, o que quiser mesmo, exatamente tudo. E o que algumas escolhem? Não encarar a vida adulta. Ser adulto é isso, escolher, e encarar as conseqüências de SUAS escolhas. E quando eu falo isto, quero dizer exatamente que nem sempre acertamos, nem sempre escolhemos certo, nem sempre sabemos tudo.
         E mesmo assim continuo fascinado com a vida adulta. Não gostaria de voltar a ser criança, não, de jeito nenhum. Não quero ter de ser dependente novamente, não quero ninguém decidindo nada por mim. Não quero perder a liberdade de ter meu próprio pensamento. Sendo adulto ainda posso brincar, o que mudou foram as brincadeiras. Ainda posso sonhar, o que mudou é que posso correr atrás dos meus sonhos.
          Escolha ser feliz, as alternativas sempre estarão a nossa frente durante toda nossa vida a espera de uma decisão... escolha.

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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Tudo o que é sólido pode derreter


"As vezes o mundo esconde algumas coisas por tanto tempo, 
que quando ele mostra, você não tem coragem de ver."

                                                                                                     Série da tv Cultura

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REpensando

       

 Este talvez seja um dos posts mais íntimos e que me deixa desnudo diante de quem eu sequer conheço. Isto porque dentre tantas mentiras que conto e já contei, viver uma vida de forma solitária não é bem uma opção, mas escolhas baseadas em fugas pessoais. Não acreditar no amor ainda é verdade (já disse isso a uma meia dúzia de pessoas), pois acredito em afeto e  companheirismo, não acredito sequer em lealdade, pois cada um só é leal a si mesmo.
          Ultimamente tenho sido contagiado pela empolgação de um amigo que a pouco descobriu este tal de amor. Não o estou invejando (longe disso), apenas admiro a sua capacidade de enxergar uma possibilidade, afinal, se eu fosse traduzir o amor (supondo a sua existência), seria isto: a capacidade de enxergar a felicidade do presente, acreditando que ela possa se perpetuar num futuro.
          Certa vez viví algo bem próximo do que chamam de amor, só que foi como se fosse um filme bom de romance. A história era boa, mas continham os atores errados. Só me envolví emocionalmente esta única vez, e mais duas vezes, porém sem a tal emoção, apenas pelo prazer de uma companhia.
          Este post saiu porque eu acabei de assistir ao final da sétima temporada de uma série a qual gosto muito: Grey's Anatomy. E as últimas palavras ditas no fim desta temporada me trouxe uma identificação, e termino este post reproduzindo as palavras de Meredith Grey...


"Há um motivo para dizer que seria mais feliz sozinha. Não foi porque eu pensei que seria mais feliz sozinha, foi porque eu pensei que se eu amasse alguém e depois acabasse, talvez eu não conseguisse sobreviver. E é mais fácil ficar sozinho. Porque... e se você descobrir que precisa de amor e depois você não o tem? E se você gostar, e depender dele? E se você modelar a sua vida em torno dele, e então... ele acaba. Você consegue sobreviver com essa dor? Perder um amor é como perder um órgão, é como morrer. A única diferença é que a morte põe um fim, isto... pode continuar para sempre."

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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Livro Cem anos de Solidão

"... tinha perdido na espera a força das coxas, a dureza dos seios, o hábito da ternura; mas conservava intacta a loucura do coração."
                                                                                                   Gabriel Garcia Marques

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Rotina

     

  Sabe aquela sensação de que o tempo está voando e falta tempo pra se fazer tudo o que se quer? Aquele aniversário que era semana que vem, já é amanhã, aquela prova que só seria no início do outro mês, te pegou de surpresa, afinal é hoje, sabe esses dias...!? Quando você tiver todos estes sintomas que é tão comum a tantos, não se apavore, você caiu na rotina.
          Ouví certa vez que nossos dias se assemelham a um motorista e seu veículo. Quando se está aprendendo a dirigir, o motorista fica atento a cada detalhe e movimento que faz. Quando acelerar, passar a marcha, dar seta, colocar o cinto; e faz tudo com a máxima atenção. A partir do momento em que ele se habitua a tal prática, ele passa a fazer tudo isto sem que perceba, e ainda consegue com a prática, falar ao telefone, comer enquanto dirige, e conversar com o passageiro sem se sentir incomodado.
          Nossa vida se assemelha a isto, em perceber os movimentos que são feitos durante o dia. E como todos os dias trabalhamos, ou estudamos, ou até mesmo quando não fazemos nada, criamos ciclos que vão se gravando na mente, e nossos gestos e atitudes diárias vão se tornando algo automático, quase não percebemos que o estamos fazendo. Acordamos, trabalhamos, estudamos, e dormimos dia após dia, nos dando uma sensação de repetição. Acostumamos a "dirigir" nossas vidas.
          A sensação de perceber tudo como novo quando dirigimos, só acontece novamente quando compramos um carro novo, ou andamos em carros diferentes. E é neste ponto que queria chegar. Olhar em volta com outros olhos nem sempre pode resolver, mas tentar tornar cada dia diferente, fará com que você enxergue o seu dia, e ele não terá sido só mais um. Pequenas mudanças podem tirar esta sensação de rotina, como mudar o trajeto que você faz ao ir trabalhar, almoçar em algum lugar diferente, conversar com pessoas que você não tem este hábito. Podem parecer coisas pequenas, mas te garanto que você passará a perceber que seus dias se tornarão mais longos. Podem até não se tornar (afinal o dia só tem 24 horas e isto não mudará), mas a sensação... ah a sensação, só você provando.

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