"Nenhum homem é uma ilha" disse Jhom Donne, um metafísico a muito tempo atrás. E me pego falando às vezes: nenhum homem é uma ilha, mas bem que podia ser.
Viver sobre um prisma que quase nunca é verdadeiro e sempre tentar chegar a um equilíbrio do que a sociedade julga como normal, torna quase toda a sociedade hipócrita. Todos vivemos a todo instante se policiando com palavras, gestos e muitas vezes até pensamentos, nem sempre fazendo aquilo que achamos certo ou que nos seja mais viável.
Não é decente andar pelado, não é correto falar mau dos pais, não podemos ser sinceros a todo instante pois temos de pensar nos sentimentos do próximo, não se pode rir em velórios (em nossa cultura), falar contra Deus é sempre blasfêmia, só de se escrever Deus com letra minúscula já pode ser considerado desrespeitoso.
Queria ser uma ilha... primeiro que não teria com que me preocupar se estou magoando alguém ou não, se estou desrespeitando alguém ou não. Segundo que poderia ficar pelado sem ser considerado tarado ou indecente, poderia arrotar na mesa sem precisar disfarçar, poderia ficar sem trabalhar e não ser vagabundo (aliás nem sentiria esta necessidade), poderia estar inclusive só, sem precisar explicar porque estou só.
Mas nenhum homem é uma ilha... e vivemos por aí seguindo regras pelo bom convívio, e cada convívio, em cada ambiente vai interferindo em quem somos, como somos, e como sentimos. Estes convívios são suficientemente necessários para criar uma necessidade que nos prende. O homem sempre busca um vínculo onde se sinta satisfeito, feliz, e até mesmo realizado. Seja convívio familiar, no trabalho, na escola, ou em qualquer lugar em que ele esteja inserido.
Mas quando não há uma identificação dele, ou um reconhecimento do outro, o homem mesmo estando em todos os lugares possíveis, ele pode se sentir só, uma ilha... e este sentimento requer que algo além de um resgate aconteça, requer que o solitário faça o sinal de fumaça.
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Registros do Eder, Rascunhos do Eder, Registros Efêmeros, Rabiscos Entediantes, Registros Egoístas, Rascunhos Embaraçosos, Recados Emocionantes, Relatos Enganosos,enfim... Resolví Editar!!!
quinta-feira, 14 de julho de 2011
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Sustentabilidade
Hoje uma cena hoje me chamou atenção por dois motivos diferentes. De imediato foi uma cena engraçada, mas que em seguida me deixou reflexivo. Eis o que aconteceu...
Uma mãe se aproximou daquelas lixeiras de reciclagem, e orientou ao filho que jogasse a caixa de todinho no cesto azul, pois a caixa de todinho é de papel e a cesta azul corresponde a papel. A criança que aparentava ter seus 2 aninhos disse: mas mãe eu gosto mais de amarelo. A mãe retrucou dizendo que não se tratava de que cor se gostava, mas sim de qual era o correto a ser feito. E a criança começou a bater o pé dizendo que queria jogar no amarelo. A mãe paciente como poucas que já ví (ou como eu não seria ), disse que não sairiam dalí enquanto ele não jogasse no azul, o que por cansaço a criança acabou fazendo.
Sempre fui responsável e sempre fiz o certo quando o assunto é sustentabilidade. Em casa separo o lixo, não costumo deixar a mangueira jorrando água por horas, não jogo lixo na rua, etc., mas nunca havia feito com responsabilidade. Sempre fiz porque sempre soube que era o certo a ser feito. Não sei se por egoísmo ou coisa parecida nunca pensei na continuação do planeta sem mim. Aliás, imaginar que a vida segue e tudo mais continua é para mim, meio que uma forma de aceitar minha mortalidade, ou seja, que um dia morrerei.
Mesmo isto não sendo um fato que ignoro (afinal é claro que sempre soube que morrerei), procuro não pensar em um fim. Vou vivendo e vivendo sem muitos planos ou pretensões. Mas pela primeira vez conseguí enxergar este tal futuro de nosso planeta, e não foi pensando em mim, mas olhando para um menino teimoso que gosta de amarelo.
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Uma mãe se aproximou daquelas lixeiras de reciclagem, e orientou ao filho que jogasse a caixa de todinho no cesto azul, pois a caixa de todinho é de papel e a cesta azul corresponde a papel. A criança que aparentava ter seus 2 aninhos disse: mas mãe eu gosto mais de amarelo. A mãe retrucou dizendo que não se tratava de que cor se gostava, mas sim de qual era o correto a ser feito. E a criança começou a bater o pé dizendo que queria jogar no amarelo. A mãe paciente como poucas que já ví (ou como eu não seria ), disse que não sairiam dalí enquanto ele não jogasse no azul, o que por cansaço a criança acabou fazendo.
Sempre fui responsável e sempre fiz o certo quando o assunto é sustentabilidade. Em casa separo o lixo, não costumo deixar a mangueira jorrando água por horas, não jogo lixo na rua, etc., mas nunca havia feito com responsabilidade. Sempre fiz porque sempre soube que era o certo a ser feito. Não sei se por egoísmo ou coisa parecida nunca pensei na continuação do planeta sem mim. Aliás, imaginar que a vida segue e tudo mais continua é para mim, meio que uma forma de aceitar minha mortalidade, ou seja, que um dia morrerei.
Mesmo isto não sendo um fato que ignoro (afinal é claro que sempre soube que morrerei), procuro não pensar em um fim. Vou vivendo e vivendo sem muitos planos ou pretensões. Mas pela primeira vez conseguí enxergar este tal futuro de nosso planeta, e não foi pensando em mim, mas olhando para um menino teimoso que gosta de amarelo.
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quinta-feira, 7 de julho de 2011
Série Californication
"É bem legal falar de finais felizes. Mas se uma pessoa não consegue isso; se só se fode... no fim, acho que tem que dizer 'foda-se', ou palavras com este efeito."
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quarta-feira, 6 de julho de 2011
Como uma onda no mar
Música boa que foi discutida em aula de filosofia... pra lembrar e apreciar.
Música: Como uma onda no mar
Intéprete: Lulu Santos
Composição: Lulu Santos / Nelson Motta
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Como uma onda no mar
Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa, tudo sempre passará.
A vida vem em ondas como um mar
Num indo e vindo infinito.
Tudo o que se vê não é igual ao que agente viu a um segundo
Tudo muda o tempo todo no mundo
Não adianta fugir, nem mentir pra sí mesmo agora
Há tanta vida lá fora, aqui dentro sempre
Como uma onda no mar.
Música: Como uma onda no mar
Intéprete: Lulu Santos
Composição: Lulu Santos / Nelson Motta
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O fabuloso destino de Amélie Poulain
É um filme sorrateiro, que começa monótono e sem pretensões, mas ao assistir você se vê de repentente envolvido na história torcendo pela personagem, sem saber ao certo em que momento o filme ficou bom.
E assim é este filme, que por ser francês foge do habitual clichê americano e surpreende com o inusitado, incluindo o modo que começa o romance da protagonista.
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E assim é este filme, que por ser francês foge do habitual clichê americano e surpreende com o inusitado, incluindo o modo que começa o romance da protagonista.
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terça-feira, 5 de julho de 2011
Frase Atribuida à Mark Twain
"Quando o único instrumento que você tem é um martelo,
todo problema que aparece você pensa que é um prego."
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Mente vazia oficina do diabo...
É um ditado antigo, mas fico me perguntando... tem como a mente ficar vazia? Será possível nos abster de tantos pensamentos que involuntariamente nos surgem? Porque mesmo quando dizem que o ócio só nos trás pensamentos de merda e consequentemente ruins, estamos pensando em algo, portanto a mente não está vazia.
Ouví dizer certa vez que o silêncio é incômodo para aqueles que têm medo de seus próprios pensamentos. E me parece ser o caso de quem acredita neste ditado que é tão velho quanto eu. Eu não sou tão diferente de qualquer um. Penso muitas besteiras e faço muitos questionamentos ao quais não encontro respostas quando estou no ócio.
Mas a questão é: porque tais pensamentos incomodam tanto? Porque se atribui ao diabo pensamentos e questionamentos que partem de você mesmo? Porque questionar e cogitar pode trazer tantos problemas? Tenho uma resposta para cada pergunta aqui formulada, porém, muitas delas exigem uma saída de uma minoridade* que muitos não querem.
Sair do piloto automático dos pensamentos onde não é necessário fazer perguntas porque recebemos todos os dias respostas prontas, onde questionar pode ser visto como falta de algo melhor pra fazer... sair deste piloto automático irá te colocar no controle, e o medo reside em um único ponto... qual era o meu trajeto? Pra onde estes questionamentos e a buscas das respostas deles me levarão?
Por que não descobrir? Boa sorte a todos que tentarem...
* Minoridade: é a incapacidade de fazer uso do seu entendimento sem a direção de outro indivíduo.
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domingo, 3 de julho de 2011
...
"O problema das coisas inesquecíveis, é que você não consegue esquecer, por mais que tente."
Filme Antes que o mundo acabe.
Humano...
Você já quis alguma vez na vida não ter sentimentos? Não ter de sentir absolutamente nada? Nem dor, nem frio, nem raiva, nem tristeza, nem medo...
Os sentimentos são o que nos tornam “humanos”, e é esta capacidade geradora de tantos problemas.
Nos apegamos a outros mesmo quando não queremos, nos importamos mesmo quando não devemos, e sofremos quase sempre por conta de um outro. Mesmo uma vida solitária se faz solitária por conta de pessoas externas a nós. Queremos ser aprovados, aceitos, acolhidos, notados e reconhecidos. E quando algumas dessas tentativas falham um sentimento surge, e cada um ao seu modo adapta-se a estes sentimentos moldando assim sua personalidade e carácter.
Sentidos e sentimentos nos movem e nos obrigam a agir, e quando agimos ou interagimos, trocamos sentimentos sem nos dar-mos conta de como afetamos e somos afetados.
O mal da convivência são os sentimentos envolvidos, e o mal dos sentimentos é exigir uma convivência.
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Os sentimentos são o que nos tornam “humanos”, e é esta capacidade geradora de tantos problemas.
Nos apegamos a outros mesmo quando não queremos, nos importamos mesmo quando não devemos, e sofremos quase sempre por conta de um outro. Mesmo uma vida solitária se faz solitária por conta de pessoas externas a nós. Queremos ser aprovados, aceitos, acolhidos, notados e reconhecidos. E quando algumas dessas tentativas falham um sentimento surge, e cada um ao seu modo adapta-se a estes sentimentos moldando assim sua personalidade e carácter.
Sentidos e sentimentos nos movem e nos obrigam a agir, e quando agimos ou interagimos, trocamos sentimentos sem nos dar-mos conta de como afetamos e somos afetados.
O mal da convivência são os sentimentos envolvidos, e o mal dos sentimentos é exigir uma convivência.
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